A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) alcançou maioria de votos nesta sexta-feira, 14 de junho, favorável à manutenção da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que cassou o mandato do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, filiado ao União Brasil.
No julgamento em ambiente virtual, até o momento, três ministros já se manifestaram pela confirmação da cassação, consolidando maioria no colegiado.
Em março, Rodrigo Bacellar foi atingido por condenação no mesmo processo que levou à declaração de inelegibilidade do ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O processo versa sobre irregularidades em contratações realizadas pela Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).
Com a definição da perda de mandato, o deputado Carlos Augusto, do Partido Liberal (PL), assumiu uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Após a decisão proferida pelo TSE, a defesa jurídica de Rodrigo Bacellar recorreu ao Supremo Tribunal Federal, solicitando efeito suspensivo sobre a decisão que resultou na cassação de seu mandato.
O relator do caso, ministro Cristiano Zanin, negou o pedido de suspensão por fundamentos de natureza processual. Segundo o entendimento do ministro, a medida liminar não é cabível, pois ainda existe possibilidade de interposição de recurso contra a decisão, e não há justificativa para atendimento do pleito neste momento.
“Diante dos fundamentos da decisão agravada e pelo fato de não ter ocorrido nenhuma mudança em relação a situação processual quanto à interposição de eventual recurso extraordinário e de seu juízo de admissibilidade pelo Tribunal Superior Eleitoral, entendo ser o caso de manter a negativa da medida cautelar por seus próprios fundamentos”, afirmou o ministro Zanin.
O entendimento do relator foi acompanhado pelos ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino. No momento, resta apenas o voto da ministra Cármen Lúcia para a conclusão do julgamento.
No dia 27 de março, em decorrência da cassação do mandato, Rodrigo Bacellar foi novamente detido, por determinação do ministro Alexandre de Moraes.
O ex-deputado atualmente figura como investigado em inquérito que apura o repasse de informações sigilosas envolvendo procedimentos de investigação relacionados ao também ex-deputado estadual conhecido como TH Joias.