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Defesa solicita ao STF permissão para cirurgia no ombro de Bolsonaro

Advogados pedem urgência para que tratamento inclua cirurgia, internação e reabilitação

22/04/2026 às 15:12
Por: Redação

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolaram um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, requerendo autorização judicial para que ele possa ser submetido a uma intervenção cirúrgica no ombro direito. A data prevista para o procedimento é a próxima sexta-feira, dia 24.

 

Segundo a solicitação encaminhada ao Supremo, o procedimento foi recomendado para reparar lesões identificadas no manguito rotador, que é o grupo de músculos e tendões responsável por envolver e dar estabilidade ao ombro. A equipe de defesa de Bolsonaro informou que existe a possibilidade de a cirurgia se estender até o sábado, dia 25, dependendo da complexidade da intervenção.

 

No documento apresentado ao STF, os advogados ressaltaram que a autorização judicial deve contemplar todas as etapas do tratamento médico previstas para o ex-presidente. Isso inclui os atos preparatórios, os exames e procedimentos pré-operatórios, o período de internação hospitalar, o momento da realização da cirurgia, assim como o pós-operatório e o processo de reabilitação necessários para sua recuperação.

 

Os representantes legais de Jair Bolsonaro argumentaram que a solicitação precisa ser analisada com urgência, devido à natureza médica do caso e à necessidade de tratamento especializado. O ministro Alexandre de Moraes, por ser o relator responsável pela execução penal do ex-presidente, é quem deve analisar inicialmente o pedido, cuja decisão será posteriormente submetida à apreciação da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal para confirmação.

 

Em setembro do ano anterior, o ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado à pena de 27 anos e três meses de reclusão em regime fechado, após ser considerado culpado por comandar uma tentativa de golpe de Estado com o objetivo de permanecer à frente do governo federal.

 

No mês de março, o ministro Alexandre de Moraes concedeu ao ex-presidente o benefício da prisão domiciliar, fundamentando a decisão em razões humanitárias. O ato judicial ocorreu após Bolsonaro ter sido internado com urgência na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital privado em Brasília, em decorrência de um quadro de broncopneumonia.

 

Antes da concessão da prisão domiciliar, Jair Bolsonaro cumpria pena em uma cela especial localizada no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, espaço conhecido popularmente como Papudinha devido à proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.

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