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USP transfere pesquisas nucleares para BH após incêndio em reator

Reator IEA-R1, do Ipen, está fora de operação desde 2025; unidade de Belo Horizonte usará reator IPR-1 para irradiar amostras e garantir continuidade dos estudos.

18/04/2026 às 11:03
Por: Redação

O Instituto de Pesquisas Energéticas Nucleares (Ipen), ligado à Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), decidiu realocar temporariamente as pesquisas que dependem de irradiação de amostras. Os experimentos, antes realizados no reator nuclear IEA-R1, em São Paulo, serão agora conduzidos no Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), uma unidade da CNEN localizada em Belo Horizonte, Minas Gerais.

 

A medida foi adotada porque os reparos no painel de controle do reator IEA-R1 não possuem uma previsão de conclusão. O equipamento da Universidade de São Paulo (USP) já se encontrava inoperante desde o segundo semestre de 2025, aguardando ajustes técnicos e a devida autorização para retomar suas atividades.

 

A situação foi agravada por um incidente ocorrido em 23 de março, quando um incêndio atingiu parte da fiação do painel de controle do reator. A equipe de segurança, com o auxílio do Corpo de Bombeiros, conseguiu controlar as chamas rapidamente, e o Ipen assegurou que não houve comprometimento da segurança da instalação.

 

Atualmente, o Ipen/CNEN está investigando as causas do incêndio e trabalhando para adquirir e substituir os componentes elétricos danificados na sala de controle do reator.

 

Estratégias para Manter Pesquisas Ativas

 

Em um comunicado oficial, o Ipen informou que a gerência do Centro dos Reatores de Pesquisa buscou soluções alternativas para evitar prejuízos aos projetos de alunos e pesquisadores tanto da USP quanto de outras instituições parceiras. Entre as ações propostas, destaca-se a mobilização do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear, em Belo Horizonte, que possui o reator IPR-1, agora disponível para as demandas de irradiação.

 

A logística para o transporte e o retorno do material de pesquisa está sendo cuidadosamente planejada pelo Ipen. A instituição enfatizou a importância de um estudo minucioso para garantir a continuidade dos avanços científicos e minimizar qualquer impacto negativo sobre os estudantes e cientistas envolvidos.

 

Está sendo estudada criteriosamente para proporcionar que os avanços das pesquisas sigam e que haja o menor impacto possível aos alunos e pesquisadores.

 

O instituto também mencionou seus planos contínuos para modernizar o reator de pesquisas IEA-R1, reconhecido como o mais potente em operação no Brasil. Essa atualização é vista como crucial, especialmente enquanto o Reator Multipropósito Brasileiro (RMB), que está sendo construído em Iperó, São Paulo, não é finalizado. A conclusão do RMB está prevista para o ano de 2032.

 

Por fim, o Ipen não forneceu informações sobre a produção de radiofármacos, uma atividade que também era realizada pela unidade de São Paulo.

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