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Lula sugere Prêmio Nobel da Paz a Trump como saída para conflitos mundiais

Presidente afirma que entrega do prêmio a Trump poderia encerrar guerras e defende reformas na ONU

21/04/2026 às 18:32
Por: Redação

Durante agenda oficial em Portugal nesta terça-feira (21), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva propôs que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja agraciado imediatamente com o Prêmio Nobel da Paz como estratégia simbólica para promover o encerramento das guerras no mundo.

 

Lula, em declaração à imprensa, comentou sobre afirmações recorrentes feitas por Trump a respeito de sua atuação internacional em conflitos armados. O chefe do Executivo brasileiro observou que o presidente norte-americano alega ter encerrado oito guerras, apesar de ainda não ter sido contemplado com o Nobel.

 

“A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz.”


 

Nesse contexto, Lula acrescentou que a entrega imediata do prêmio a Trump seria, segundo sua fala, uma medida para evitar novos confrontos armados globalmente e permitir que a paz prevaleça.

 

“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou Lula.


 

Críticas à atuação internacional e defesa de mudanças na ONU

 

O presidente também reforçou sua visão de que o cenário mundial atual é marcado pelo maior número de conflitos desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Lula destacou que não existe, atualmente, uma instituição internacional com autoridade suficiente para invocar ou restabelecer o conceito de paz entre as nações.

 

“Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”


 

O chefe do Executivo brasileiro detalhou que essas mudanças dizem respeito, principalmente, ao estatuto da Organização das Nações Unidas, criado em 1945, visando conferir efetividade à sua razão de existir.

 

“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, acrescentou Lula.


 

A visita oficial de Lula à Europa incluiu passagens pela Espanha e Alemanha. Após os compromissos em Portugal, está previsto o retorno do presidente a Brasília.

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