Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) realizaram um protesto em 23 de novembro, uma quinta-feira, para demandar a implementação de políticas mais eficazes de permanência estudantil, incluindo aprimoramentos na alimentação, moradia e a elevação dos valores das bolsas acadêmicas.
A manifestação, organizada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE Livre da USP), percorreu as vias adjacentes ao campus Butantã da instituição.
A paralisação dos estudantes teve início em 15 de novembro, motivada por uma série de questões. Entre as principais reivindicações, destacam-se os cortes nos programas de bolsas de estudo, a insuficiência de vagas nas moradias estudantis e problemas relacionados ao fornecimento de água nos campi.
A adesão à greve foi expressiva, envolvendo mais de 120 cursos acadêmicos distribuídos em, no mínimo, cinco dos dez campi da universidade.
Paralelamente à mobilização discente, os funcionários da USP também iniciaram uma paralisação. As demandas dos trabalhadores incluem o combate a perdas salariais, a oposição a políticas de terceirização e a denúncia da precarização dos serviços prestados nos restaurantes universitários, além de más condições sanitárias.
A universidade fala que não tem dinheiro e essa foi inclusive o mesmo motivo de os funcionários entrarem em greve. Há dinheiro para diversos itens discutíveis e precisamos de investimento para permanência estudantil.
A declaração foi feita por Júlia Urioste, que atua como coordenadora-geral do DCE Livre da USP e é estudante do curso de Artes Cênicas.
Como parte das suas exigências, os estudantes solicitam formalmente a criação de uma mesa de negociações direta com a reitoria da universidade.
Uma nova ação de mobilização está agendada para 24 de novembro, uma sexta-feira, pela manhã. Este próximo protesto ocorrerá dentro do campus Butantã, especificamente nas proximidades da reitoria, visando reforçar as reivindicações apresentadas.